Não tenho idéia do quão antigo é esse texto, mas gostei de reler. Tem passagens interessantes.
Não, não apelei para os antigos textos engavetados há anos para disfarçar a falta de material novo, mas apenas venho referir a pensamentos que nos vêm desde a pós-infância, adolescência, aos dias de hoje, e nos surpreenderão continuamente com suas revelações incríveis sobre o mundo. Conclusões que chegamos com a ajuda de conversas ou com o questionamento destas mesmas. Bem conhece o mundo aquele que rejeita todas as verdades que este nos traz. Questionamentos que fazemos ouvindo dos amigos sobre como as coisas têm que ser, porque tais dogmas sociais que nos apresentam deveriam sempre nos levar a perguntar “Mas por quê tem que ser assim?”. Claro que, às vezes, nem nos preocupamos em questionar nossos amigos pois, afinal, eles são homens, convivem com a gente e dificilmente se dariam ao trabalho de mentir em benefício próprio. Por outro lado, tudo que se ouvia de amigas mulheres ou namoradas é o que devemos por à total dúvida, pois elas sempre vão se deixar levar pelo seu próprio egoísmo e visão limitada do mundo. De uma forma ou de outra, aprendemos. E é aprendendo que se consegue evitar desconfortos alcançar mais rapidamente um objetivo.
Pois bem saiba, existem coisas que você nunca pode dizer. Não é novidade, claro. Qualquer imbecil, inclusive os autores de comédias românticas, sabe que não se pode dizer que preferia o cabelo de sua esposa ou amante antes do corte mais recente. Uma das perguntas mais difíceis de responder – e eu já acreditei ser impossível – é a fatídica “O que tu ta pensando?”. Em hipótese alguma você pode ser honesto. E dificilmente você terá tempo de improvisar algo convincente e agradável. Você simplesmente não pode se deixar perceber em pensamentos. Se você sequer parecer estar pensando, é o fim da linha. Pelo menos por aquela noite. Simplesmente durma. Evite a pergunta. Porque a resposta sempre vai ser demais insignificantemente imbecil ou demais severa. Pensar significa, em boa parte dos casos, questionar. Você pensa, pondera. Em outros casos, entra o “imbecil”. E bom, você pode estar pensando numa bobagenzinha qualquer, como aquele xis que costumava comprar em frente ao colégio e era tão delicioso, mas se falar isso pra ela, vai apanhar verbalmente com um jargão da fúria como “Então, enquanto EU to aqui do teu lado, tu fica pensando numa porra de comida de quando tu era um colegial?!”. E se os pensamentos forem mais sérios, você realmente desejaria estar dormindo antes de tê-los, ou antes de ouvir a pergunta, já que eles nunca seriam uma asneira como “Nossa, essa mulher é perfeita, esse relacionamento não podia estar melhor e acho que nunca imaginei, em toda minha vida, estar tão feliz como sou agora!”. Nada disso. O mais provável é “Cacete, e se por algum infortúnio, aquela gostosa que vem aqui toda sexta me der o prazer duma trepada realmente boa, acabar conhecendo minha garota e, sei lá, o assunto vir à tona?” ou “Hmmm… No início ela parecia mais legal.”. Já deixei claro antes* que mulheres não gostam de homens que pensam, independente do que você pensa. O neanderthalnismo aparente é a única saída.
*o texto abaixo foi rascunhado mentalmente antes do de cima)
Mulheres não gostam de homens inteligentes, sensíveis e com senso de humor. Muitas podem dizer que sim, mas é pura baboseira politicamente correta. Elas querem teu pau ou teu dinheiro, talvez os dois, talvez alguma outra coisa. Que interesse alguma garota poderia ter no teu cérebro se não, talvez, para ajudá-la em alguma obrigação escolar além da capacidade dela? A verdade é que no momento em que você demonstrar alguma faculdade intelectual acima da média, ela te verá como um babaca. Se você for um babaca pretensioso, aí sim talvez tenha alguma chance. E eu digo o que digo como uma porra dum gênio com sentimentos de mulherzinha e que se dispõe a perder emprego, mulher e amigos por uma boa piada. Homens sensíveis são bastante úteis para quando elas querem se sentir bem, realmente. Quando, naqueles raros momentos em que o coração bate forte, elas precisam de alguém ao lado delas que as faça sentirem como pessoas amorosas e que precisam dividir seus sentimentos com alguém. Mas quando voltam à sua razão média e se dão ao luxo de serem honestas consigo mesmas, saberão que o que elas precisam é de um canalha que as trate como lixo e se preocupe apenas em satisfazer a necessidade de dar um bago. Quanto ao senso de humor, dispenso comentários. Um cara engraçadinho, com piadas manjadas retiradas de rodas de amigos dos menos iluminados, tudo bem. Mas se você realmente entende todas as formas de humor e é capaz de produzir algumas, vez que outra, ela brochará no momento em que ouvir uma tirada inteligente que deveria fazê-las rir. Ah, elas rirão! Sim, de você, perdedor!
Digo e bem sei que as mulheres que gostam de mim gostam porque acham que os três jargões da felicidade conjunta que posso transparecer não passam de fachada para um tremendo filha da mãe. E as que não gostam, certamente esperavam um pau no cu sem igual que só vão encontrar em alguém que finge melhor e poderia dispensá-las por qualquer outra; carregam um sentimento masoquista superior ao do primeiro caso. Aí sim podem se entregar a um relacionamento monogâmico de aparências que, graças à “compatibilidade indestrutível” dos dois, durará meses, senão anos.