Coiote Flores’s weblog

Maio 16, 2008

Arquivado em: a vida em anexo — c. dubreau @ 1:55 pm

Quando eu era criança era comum que me corrigissem cada vez que eu desejasse ‘saúde’ verbalmente a uma pessoa que tivesse espirrado. Muitos consideram deseducado. Esse ponto de vista, como percebi através de pesquisas sociais – aí a vantagem de ser uma criança de modo geral introspectiva que tinha algum facilidade e interesse em lidar com adultos – que o motivo seria a conotação na palavra, já que o preferente parece sugerir que o outro esteja desprovido de saúde. Seguem abaixo sugestões de como desvencilhar-se desse dilema sem usar o termo polemizado nem ignorar o autor do espirro.

Olhe de lado, irritadiço, como mostra a figura: e diga ‘Porra.’, em voz grave e severa mas calma.

Retire-se do ambiente ou ao menos da proximidade à outra pessoa. Se puder, vista um par de luvas para esclarecer germofobia.

Não ouse espirrar, mesmo que sinta necessidade (tranque a respiração, se precisar): ninguém gosta de piedade ou condescendência.

Se quiser martizar-se, a flatulência é o único meio, embora exageradamente radical - não há como prever as conseqüências sociais disto.

Use o próprio incidente para desviar atenção e até renovar assuntos corriqueiros: ”Isso remonta uma discussão que tive anos atrás com meu otorrinolaringologista. Falávamos sobre o plano de reforma ortográfica sugerido por alguns gramáticos, que visava simplificar…”

Maio 15, 2008

ode amétrico e súbito a algum homem-bomba que eu possa ter visto por acaso e não ter dado bola

Arquivado em: (pt) versos, Uncategorized — c. dubreau @ 11:53 pm

um rosto da janela
um vulto em meio à fila
tu passa, me despreza
mas teu olhar defibrila

anônimo, por vez
um transeunte, talvez
mas um dia explodo.

Maio 11, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 7:24 pm

sugestões de tradução de títulos de filme para português

The Omen:
“Damien, O Pestinha”

Maio 10, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 4:47 pm

depois de muitas rap battles, só conseguia falar por rimas
foi morto, ironicamente, por uma dupla de modernistas.

trocadilhos? com cerveja!

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 4:45 pm

please quilmes

(se não tem uma quilmes, vai uma guiness!)

guiness guiness guiness more, guiness mooore

Maio 8, 2008

blogando

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 10:29 pm

Resolvi devolver a caneta às minhas mãos (ah! que bela figura de linguagem!), entregar ao papel a risca da pena (uh! esse faz de cada linha um poema…), enfim, digitar alguma coisa pois que, pela recente inatividade do uêb-lôgue, até do Rio de Janeiro têm vindo reclamações. Tenho apenas perdido algum tempo escrevendo contos que não serão acabados. Por quê?¹ Por que o trabalho e o estudo postergam até a morte a obra de todo grande gênio. Tudo que é escrito conciliando-os todos é menor. Pra ser honesto nunca vi algo que pudesse estragar tanto o talento à literatura quanto o ensino acadêmico. Talvez nada mais o consiga, é uma instituição fechada em suas faculdades, tentando com isso também enclausurar a mente do que a ela estiver ligado. O conhecimento como aquisição livre, isso sim só beneficia, seja qual for e de que área. Acho que já discuti a importância da universalização do conhecimento² antes - de fato, é conveniente a toda instituição acadêmica que o conhecimento não seja realmente livre - muros cairiram (é figurativo, que nem no comecinho ali).
E não estou reclamando de um lugar onde tenho acesso a um punhado de conhecimento, claro, digo apenas que há muito mais lá fora e eventualmente teremos acesso a tudo isso. Não sou ingrato às minhas fontes. Lá li, sei; amo.

¹-na verdade eu só tinha parado de tomar café.
²-um dia acho o linque.

Abril 26, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 2:19 pm

Chad

Today I’ve identified 15 objects on my desk that could kill a person.

direto do one sentence. gostei da frase e acho que há nisso um bom jogo rápido. identifique quantos e quais objetos em sua mesa poderiam matar uma pessoa.

2 palitos de dente
3 canetas
1 fio de telefone
2 fios presos a caixas de som
1 par de óculos
e, meu preferido,
1 aparelho telefônico (a idéia de acertar um telefone, com força, na cabeça de uma pessoa e matá-la sempre me causou um estranho fascínio)
3 cd’s
1 caixa de cd

obviamente, levei em contas objetos que podem ser quebrados para serem usados como arma letal.

blogando - stumbling around

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 2:13 pm

não gosto de fazer um post só pra linkar, mas essa foi uma das melhores animações que já vi, ao menos recentemente.

when album covers attack

pra quem não conhece, digo que o stumble upon é uma boa pra quem simplesmente quer dar cliques pra achar coisas interessantes (você escolhe a preferência a ser considerada nas buscas randômicas por sites), salvar páginas em seu perfil do stumble e fazer seus próprios reviews das páginas.

Arquivado em: english — c. dubreau @ 11:25 am

‘i know he’s a dick, but eventually he grows in you.’

Abril 25, 2008

On dark humor (I)

Arquivado em: english, words of wisdom — c. dubreau @ 3:39 pm

“So there they were, two muffins in the oven. One of them says: Is it hot in here, or is it me? to which the other one replies: OH! MY GOD, A TALKING MUFFIN!

    Funny,isn’t it? It could be even funnier if those were two babies. You wouldn’t even need the dialogue lines then.
    There is a german expression that refers to one’s happines on someone else’s misery, and it is called schadenfreude. Well, real or not that is bollocks. People suffering is funny the same way that any innocent joke can be funny; only difference is that it takes a larger sense of vision to laugh at greater deals of disgrace. For instance, you are walking down the street and you see a ten year old riding his bicycle to school (just to give a more dramatic perspective to the circumstances, he’s wearing a very colorful backpack filled with books and notepads and a juicebox with a tasty nutritional meal that his mom – or legal parent – had prepared for him) and BAM! a big large truck crashes right into the kid’s bike. Well there you go, now the bike is ruined into a large pile of twisted metal with one of its wheels still spinning. The body is thrown a few meters away. I don’t even have to mention that one of the boy’s shoes was taken from his feet and fell on the ground or upon a nearby tree. Now, if you are a sensible person you will feel bad for the horror of such young life being taken away in the sum of a second. But that doesn’t stop you from laughing about it, does it?! That’s the part where you have to think bigger wheter your heart has been shredded to pieces or not. Step your mind off the scene. The kid was riding his bike to school and, within a second, a life is destroyed, the bicycle’s ruined and, now that’s the cracker, the shoe is lying there, far away from its owner (I just love that cliche) but near enough for a friend or any caring person to see it and dismount into tears. You would have to be a stiff not to laught at that - pardon the mockery of words.
    The whole world can be a scenario, not exactly planned out just for you, but that doesn’t mean that you can’t enjoy it. Just remember to view the world from the theaterbox.

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