“Pra que serve o twitter, Porta?”. Essa pergunta me compele a uma resposta por dois motivo óbvios: 1., eu mesmo a faço com alguma freqüência; 2. as poucas pessoas que me conhecem o suficiente pra me chamar de ‘Porta’ merecem uma resposta. Mesmo que eu não a tenha.
Sempre respondo dizendo que o twitter é o que a definição diz: um servidor de microblogs. E assim como com os blogs, as aplicações variam. A diferença é que é pra ser sucinto, afinal, foi para isso que impuseram o limite de 140 caracteres. O número parece ter sido imposto arbitrariamente, e a partir da decisão tomada (seja através de um calculo aproximado ou o bom e velho ‘chute’) os usuários se adaptaram. Se tu precisa demais do que isso para dizer o que quer que tenha a dizer, bom, use um blog, ou qualquer espaço que achar adequado.
Eu, pessoalmente, acho que o twitter se torna inútil quando tu usa pra falar do teu dia-a-dia. Muitos blogs foram feitos assim, não? Talvez seja até a idéia a original. No caso do twitter isso me incomoda porque ele é uma ferramenta de comunicação rápida, portanto, apropriada a um momento no mundo em que temos a troca de informação deve ser cada vez mais dinâmica. A questão aí reside na escolha de cada um. Eu ainda leio notícias e demais assuntos de meu interesse em portais destinados a isso , mas o tal servidor de miniblogs facilita o processo justamente pela sucintez inerente ao sistema que utiliza. Por isso abrir a página e ver atualizações referentes ao café-da-manhã de alguém, ao fato de que está chovendo* ou qualquer outro pormenor desnecessário acaba sendo um incômodo, mas, como supramencionei, o que fazer com as informações e quais receber depende de cada um.
*falei isso brincando, mas hoje mesmo pensei em criar um twitter meteorólogico. E pra isso eu atualizaria com bases no Weather Channel Porto Alegre. Bem desncessário, não?
Em suma, continua sendo um servidor de microblogs. Com ou sem hífen.
Quem eu sigo varia, e eventualmente vai ser possível dividir melhor por tipos de conta, de modo que seja possível ter, no mesmo perfil, subdivisões para amigos com quem tu manténs um contato, canais de notícias que lês, cartunistas dos quais é fã e que adicionou justamente porque respeita a opinião deles e sabe que vão repassar links interessantes, etc. O último exemplo foi bem pessoal, eu sei, mas deu pra entender.
Esse exemplo, por sinal, está bem relacionado ao meu ponto nesse assunto. Obviamente, tenho entre os usuários que sigam algumas pessoas que, conhecendo pouco ou nem conhecendo pessoalmente, admiro pelo seu trablho e por isso adicionei. E não deixei de conhecer o teor de suas postangens antes de adicionar; isso seria groupismo. O resultado disso tem sido não só acompanhar o trabalho delas, como ter, delas próprias, indicações a respeito de outros (muitas vezes novos) profissionais ligados à sua área de trabalho. Só pra dar um exemplo, o Victor Maristane é um artista de 17 anos que conheci pelo já consagrado cartunista André Dahmer. Por outro lado, não é teu apreço pelo trabalho de alguém, mesmo que seja da área artístico-criativa, que vai garantir que ela faça bom proveito da ferramente. Minha decepção aconteceu quando achei o twitter de um dos nomes mais conhecidos da comédia inglesa, Stephen Fry, amigo pessoal de Douglas Adams (autor de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”). Já encontrei bons materiais dele online, inclusive ao lado de Hugh Laurie que, embora famoso no Brasil pela série House, é, antes dessa atuação, digno de mérito como pianista e comediante. Por que a decepção? Porque vi nas atualizações dele exatamente o que, a meu ver, faz mau uso do twitter: contar detalhes desnecessário do cotidiano e trocar mensagens desinteressantes que poderiam ser feitas através de qualquer programa de direct messages (mIRC, MSN, ICQ, etc.).
Sim, continua sendo um servidor de microblogs. E a idéia de comunicação rápida funciona e muito bem, por isso vemos o bom e mau uso crescendo diariamente. Cabe a cada um definir o que é positivo ou negativo, claro, e a partir daí aproveitar a ferramente da melhor forma possível. Se quiser se juntar com os amigos para bater papo ou simplesmente desabafar algo pessoal logo que acorda, não sou eu que vou impedir, nem ninguém mais, espero. Não causando problemas ao servidor nem poluindo minha tela, realmente não há por que criticar.

Deixe um comentário
Feed de comentários deste artigo