Coiote Flores’s weblog

Maio 31, 2008

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Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 1:25 am

há frases que (normalmente descontextualizadas) fazem as pessoas pensarem (descontextualizadas justamente por não terem significado, sentido ou até coerência - são escritas assim e, depois de prontas, alguém pensa ‘ei! isso não serve pra nada, mas vai deixar muita gente com uma pulga atrás da orelha!). essa, por exemplo, serve pra fazer com que seus autores pensem que estão levando alguém a pensar, apenas para desvirtuá-los do que realmente estão fazendo: vandalismo.

Maio 30, 2008

what became of the likely lads?*

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 3:47 pm

*as in the song by The Libertines

    Será que está frio o suficiente para um conto de inverno? Como aquele em que a garota está em casa tomando uísque enquanto espera pelo namorado, que está na rua cheirando solvente e tomando vinho?
    O sentimentalismo tantas vezes inato aos usuários de drogas tem sido negligenciado em meus textos, bem como a própria temática de entorpecentes como objeto do texto. Sinto saudade daqueles personagens, às vezes tão reais para mim quanto as pessoas que conheci pelas ruas e bares dessa cidade que outrora tanto me agradou.
    As mudanças nos ambientes e nas pessoas que o influenciam e são influenciadas por ele não deveriam interferir tão fortemente na ficção; essa pode mudar ou dispensar sua índole à vontade do autor. Teriam então meus ímpetos criativos mudado? Creio que não, mas quando a geratividade criativa interna não corresponde às nossas expectativas é preciso buscar inspiração externa, e, como foi sugerido, o ambiente mudou.
    Não há mais romance nas relações humanas, não vejo nos olhos das pessoas o amor incondicional aos amigos e amantes. Tudo se tornou banal. São encontros corriqueiros, namoros por conveniência, junções dependentes organizadas, limitadas. As juras soam falsas, quando existem; a cerveja é o happy hour, a vodca é reservada para ocasiões especiais - noutros tempos, todas as noites eram especiais. No inverno que se aproxima, um casaco de pele grosso com bolsos internos para guardar os cigarros é muito mais atraente que o abraço de um amigo e um convite para dividor o custo de um conhaque.

Maio 29, 2008

piada analógica durante partida de poker

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 12:06 pm

work? fold.
girls? i’ll check.
booze? i’m ALL IN!

Maio 28, 2008

piada nerd durante download do novo álbum do weezer

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 1:08 pm

(aos adeptos do IRC)

<coiote> =w= 15 minutos para o red album =D~
<coiote> ==w== 10 minutos pro red album =D~
<coiote> ===w=== 5 minutos, red album =D~
<coiote> ==w=== 1 minuto red album =D~
<coiote> =w= chegou o red album! =D~
<coiote> 8===w====D~ (_(_)

Maio 26, 2008

poemas no ônibus

Arquivado em: (pt) versos — c. dubreau @ 8:39 pm

ela veio de sandálias, olhos claros
vestido esvoaçava, e em passos
aproximava, e num tom calmo
disse que trazia artesanatos pra vender
esbotefetei-la e pu-la a correr.

Arquivado em: (pt) contos — c. dubreau @ 11:08 am

    não há nada de político no mundo e não há nada de político em mim. se um dia eu vir a mandar uma mensagem, ela será clara e não ser aterá algum tipo de protesto banal, mas um clamor de ódio a toda a existência. talvez seja o único meio de ser justo, realmente. mas de certo morrerei com um sorriso cínico estampado no rosto, e se houver um pouco de respeito ainda no mundo meu túmulo será um lembrete distante - talvez encoberto nas matas de uma ilha ou afundado em meio ao oceano. que importa agora é suportar, se é que suporto, os dias correndo um após o outro, com seus estúpidos compromissos, ansiedades, coisas a fazer e pensar. os dias que não correm, mas se arrastam, um empurrando o outro fazendo com que o seguinte seja sempre mais vagaroso. só percebemos o tempo que passou quando vemos o que perdemos nele, mas enquanto o transcorremos, perdendo nossas vidas minuto a minuto, ele prefere vagar lentamente.

    essa aula transcorre segundo-a-segundo, e fico feliz em não ver um relógio de parede à minha frente, saber que durante as próximas duas horas estarei sentado onde agora estou causa uma angústia difícil de suportar, e sinto-me compelido a verificar o horário em momentos randõmicos; às vezes a descoberta anima, na maior parte do tempo frustra. imagino se alguém se diverte lá fora, mas durante a manhã isso seria incomum. aliás, o prédio está tomado de zumbis como eu presos às suas cadeiras por sabe-se-lá que forças. talvez devêssemos todos, nós os insatisfeitos e entediados, levantarmos e nos encontrarmos lá fora. acenderíamos nossos cigarros e conversaríamos. talvez sobre as aulas, ou talvez fosse melhor nem pensar nisso. mencionaríamos livros e filmes que nos interessam, contaríamos histórias de nossa infância ou da boemia. eu mencionaria os planos para hoje, outro falaria sobre o próximo fim-de-semana. e quão pouco demoraria para que sugerissem cerveja! daí, já não haveria muito o que ser discutido, a não ser onde. bem, tenho um compromisso. lá perto, lá é possível! sigamos então, e fique para trás a instituição, a sensação de trancafiamento, as cadeiras presas a nossos traseiros antes incapazes de fuga.

Arquivado em: words of wisdom — c. dubreau @ 10:46 am

a melhor coisa que os franceses já fizeram foi a guilhotina, e todos eles deveriam experimentá-la eventualmente.

Maio 21, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 9:49 am

acabaram com meu trema
agora tremo e me acabo
deformaram a gramática
e não há mais dicionário
que explique o novo tema
lusofonográfico…

Maio 19, 2008

Arquivado em: words of wisdom — c. dubreau @ 10:29 pm

a vida é tipo uma comédia britânica, só que até as mulheres conseguem entender.

Maio 17, 2008

FAQ - Porto Alegre

Arquivado em: (pt) vida de aeroporto — c. dubreau @ 8:21 pm

‘quais os melhores lugares pra conhecer em porto alegre?’
‘rodoviária e aeroporto.’
‘onde eu posso tomar uma cerveja?’
‘boa? em supermercados, próximo às garrafas de água encevada polar.’
‘é perigoso sair à noite?’
‘digamos que há os riscos de uma grande metrópole contrastando com a opcionalidade de uma pequena província.’
‘verdade que tem muita mulher bonita por aqui?’
‘tinha. mas agora são todas iguais, difícil acreditar que sejam mais do que duas ou três.’

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