Assisti hoje à palestra da Perestroika na semana da comunicação da ARP. Na saída, uma garota que tive o prazer de conhecer lá – pessoalmente, hoje, mas previamente por uma amiga – pediu que eu fizesse alguns comentários para as filmagens. Acho que fui até grosseiro, mas a verdade é que meu medo de falar em público parece ter uma motivação semelhante ao que me impede de falar ou sequer aparecer frente à uma câmera. Me desculpo por isso.
Gostei das palestras. O evento reuniu diferentes profissionais ligados à comunicação para palestrar, inclusive dois professores excelentes que tive no curso de Criação I (agora Molotov), Felipe e Tiago. Acho que há pouco a falar aqui sobre a supracitada Escola de Atividades Criativas: quando decidi fazer o curso, não lembro de uma só pessoa que já não tivesse conhecimento do mesmo. Acho que isso constata que eles entendem do assunto.
Mais do que isso, fui pela oportunidade de ouvir, dos responsáveis por nomes reconhecidos (vide imagem abaixo) tanto por profissional da comunicação quanto por meros leigos, tal qual eu, alguns insights sobre o próprio funcionamento de seus empreendimentos – origens, dinâmica, o que eles próprios destacam, etc. Sinceramente? Dá vontade de largar tudo, chamar meia dúzia e dizer: “Vamos começar algo. Sabe por quê? Porque vai dar certo, seja como for.” Desde que seja, é claro, tua paixão. No momento, tenho outras (beijo pra tu, gata! – só caso alguma esteja se iludindo enquanto lê), mas a proposta é sempre válida, especialmente pra quem já tem uma, quando não muitas idéias na cabeça. A partir disso já se pode ir bem longe, e estávamos lá para ouvir sobre isso de gente que entende mesmo do assunto.
E respondendo a pergunta do Felipe, sim. Era mais ou menos isso: uma forma de dizer que a Perestroika tem sua influência nesse projeto literário (que ainda está engatinhando em alguns aspectos de finalização que, pra mim, são vitais). As aulas da Perestroika, bem como o incentivo à criação e, claro, o já famoso mote do curso: “Vai lá e faz.”. Sem deixar de lado os amigos que ao longo dos anos têm enchido o saco para que eu escrevesse algo fora da internet. Hoje já não considero que haja essa separação online e o offline, e um breve diálogo com um amigo meu explicaria melhor, mas esse é um assunto que merece, no mínimo, um artigo só para si. E, claro, entre os amigos consta minha produtora, que não só me guiou em uma tentativa temporariamente postergada de financiamento, mas que me colocou pra fazer o que eu tinha que fazer: escrever. Em suma, me manteve na linha e foi uma das poucas pessoas que conseguiu me manter longe da linha. Mas esse joguete de palavras será melhor explicado em um futuro projeto intitulado Preencha as Lacunas: o livro de memórias de J.P. Flores.



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