Coiote Flores’s weblog

Junho 8, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 12:33 am

sobre a pixação no prédio da letras

alguém devia pintar mesmo, foi pixado por uma esquerdopata da sociais.

bem pensado, o esquerdismo é uma patologia. na maioria dos casos o enfermo nao busca ajuda ou é inapto a desenvolver-se intelectualmente e chega à universidade com as mesmas idéias assimiladas por ele no estágio inicial de desenvolvimento da doença. nesse estágio, ele é um receptor. à medida que a doença avança, ele fixa-se numa direção e tende a passar adiante o pensamento linear obstinado desenvolvido ao longo dos anos, ajudando a desabrochar a patologia em principiantes.

Junho 6, 2008

Arquivado em: words of wisdom — c. dubreau @ 3:41 pm

se tem uma coisa que a vida me ensinou, e a vida nunca me ensinou coisa alguma, é que desistir é sempre o melhor caminho.

if life ever taught anything to me - and it hasn’t - is that quitting is the best way to go.

Junho 4, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 10:00 pm

não atire facas se não sabe pra que lado a assistente de palco está girando.
‘que?!’
‘estou trabalhando em um novo jargão metafórico. o que acha?’
‘bem, o que quer dizer?’
‘não pensei nisso ainda. não sôou coerente?’
‘à primeira ouvida, não.’
não atire facas se não sabe pra que lado a assistente de palco está girando.
‘hmmm, acho que isso quer dizer que não se deve arriscar algo sem saber o que ou quem será atingido no processo, caso falhe.’
‘exato! você acha que vai pegar?’
‘está melhor que aquele pessimismo sobre pontes de concreto e freqüências ondulatórias.’
‘ah, sem dúvida. vou investir nessa, obrigado.’

e assim termina mais um dia na Divisão de Figuração e Consultoria Semântica.

Junho 2, 2008

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 10:25 pm

    ’será que ela quer namorar comigo?’, li em um pedaço de papel encontrado por mim na rua, achatado e cheio de borrões pretos que desenhavam os traços da sola de meu tênis. achei interessante e fiquei curioso. será que ela quer? e quem seria ela, ou o rapaz? seriam amigos ou amantes casuais? talvez ele seja um adolescente que só a conhece por vista ou nome.
    de fato, o pedaço de papel fôra arrancado do caderno de um adolescente, não por ele, mas pela colega de classe que ele sempre admirara. ela extraíra um retângulo de uma das folhas do caderno com o auxílio de uma régua e dera o recorte a ele, dizendo ‘registre seus pensamentos, garoto. eles podem te levar longe.’ ele exclamou um ‘á?!’ e ela explicou: ‘é, você parece pensativo.’. ele a amava, e ficou pasmo com o súbito surto de atenção que ela lhe dedicara. já tiveram conversas antes, mas nada com a profundidade e espontaneidade que acabara de acontecer. ele nem percebia que dissera um simples ‘á?!’, estava mais concentrado nas frases dela, nos trejeitos dela ao lhe falar. ‘registre seus pensamentos, garoto.’.
    ela está deitada na cama ao lado do rapaz que conhecera ontem em uma danceteria local. rapaz, homem, o que fosse. ele tinha a idade e a virilidade que lhe caracterizariam como homem. ela estava ao lado dee e pensava se queria isso. não, não agora. de noite, talvez, já nem sabia direito. ele lhe pagara alguns drinques, ele falava que ela era bonita - mais de uma vez, usando até alguns floreios desses que integram o jogo da seduação entre estanhos. como mulher, era obrigação dela entregar-se a alguém, e foi justamente com essa intenção que ela decidiu ir à festa. ele vestia roupas caras e queria o mesmo que ela. ou não? ambos não tinham qualquer pensamento mais profundo que o objetivo comum de obter contato físico com alguém- a necessidade e obrigação deles como seres humanos. subitamente lhe veio à mente a pergunta ‘o que ele estaria pensando, afinal?’, não o homem deitado ao seu lado, que já nem lhe interessava, mas o garoto que, muitos anos antes, fôra seu colega e sentava quase ao seu lado na sala de aula do período colegial e que despertava nela uma mistura de curiosidade e desejo por ele. foi o jeito quieto, tímido dele que a conquistou. pensava nisso e pensava no quão vazia era a vida que levava agora. o que ele estaria pensando?

Maio 31, 2008

#

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 1:25 am

há frases que (normalmente descontextualizadas) fazem as pessoas pensarem (descontextualizadas justamente por não terem significado, sentido ou até coerência - são escritas assim e, depois de prontas, alguém pensa ‘ei! isso não serve pra nada, mas vai deixar muita gente com uma pulga atrás da orelha!). essa, por exemplo, serve pra fazer com que seus autores pensem que estão levando alguém a pensar, apenas para desvirtuá-los do que realmente estão fazendo: vandalismo.

Maio 30, 2008

what became of the likely lads?*

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 3:47 pm

*as in the song by The Libertines

    Será que está frio o suficiente para um conto de inverno? Como aquele em que a garota está em casa tomando uísque enquanto espera pelo namorado, que está na rua cheirando solvente e tomando vinho?
    O sentimentalismo tantas vezes inato aos usuários de drogas tem sido negligenciado em meus textos, bem como a própria temática de entorpecentes como objeto do texto. Sinto saudade daqueles personagens, às vezes tão reais para mim quanto as pessoas que conheci pelas ruas e bares dessa cidade que outrora tanto me agradou.
    As mudanças nos ambientes e nas pessoas que o influenciam e são influenciadas por ele não deveriam interferir tão fortemente na ficção; essa pode mudar ou dispensar sua índole à vontade do autor. Teriam então meus ímpetos criativos mudado? Creio que não, mas quando a geratividade criativa interna não corresponde às nossas expectativas é preciso buscar inspiração externa, e, como foi sugerido, o ambiente mudou.
    Não há mais romance nas relações humanas, não vejo nos olhos das pessoas o amor incondicional aos amigos e amantes. Tudo se tornou banal. São encontros corriqueiros, namoros por conveniência, junções dependentes organizadas, limitadas. As juras soam falsas, quando existem; a cerveja é o happy hour, a vodca é reservada para ocasiões especiais - noutros tempos, todas as noites eram especiais. No inverno que se aproxima, um casaco de pele grosso com bolsos internos para guardar os cigarros é muito mais atraente que o abraço de um amigo e um convite para dividor o custo de um conhaque.

Maio 29, 2008

piada analógica durante partida de poker

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 12:06 pm

work? fold.
girls? i’ll check.
booze? i’m ALL IN!

Maio 28, 2008

piada nerd durante download do novo álbum do weezer

Arquivado em: Uncategorized — c. dubreau @ 1:08 pm

(aos adeptos do IRC)

<coiote> =w= 15 minutos para o red album =D~
<coiote> ==w== 10 minutos pro red album =D~
<coiote> ===w=== 5 minutos, red album =D~
<coiote> ==w=== 1 minuto red album =D~
<coiote> =w= chegou o red album! =D~
<coiote> 8===w====D~ (_(_)

Maio 26, 2008

poemas no ônibus

Arquivado em: (pt) versos — c. dubreau @ 8:39 pm

ela veio de sandálias, olhos claros
vestido esvoaçava, e em passos
aproximava, e num tom calmo
disse que trazia artesanatos pra vender
esbotefetei-la e pu-la a correr.

Arquivado em: (pt) contos — c. dubreau @ 11:08 am

    não há nada de político no mundo e não há nada de político em mim. se um dia eu vir a mandar uma mensagem, ela será clara e não ser aterá algum tipo de protesto banal, mas um clamor de ódio a toda a existência. talvez seja o único meio de ser justo, realmente. mas de certo morrerei com um sorriso cínico estampado no rosto, e se houver um pouco de respeito ainda no mundo meu túmulo será um lembrete distante - talvez encoberto nas matas de uma ilha ou afundado em meio ao oceano. que importa agora é suportar, se é que suporto, os dias correndo um após o outro, com seus estúpidos compromissos, ansiedades, coisas a fazer e pensar. os dias que não correm, mas se arrastam, um empurrando o outro fazendo com que o seguinte seja sempre mais vagaroso. só percebemos o tempo que passou quando vemos o que perdemos nele, mas enquanto o transcorremos, perdendo nossas vidas minuto a minuto, ele prefere vagar lentamente.

    essa aula transcorre segundo-a-segundo, e fico feliz em não ver um relógio de parede à minha frente, saber que durante as próximas duas horas estarei sentado onde agora estou causa uma angústia difícil de suportar, e sinto-me compelido a verificar o horário em momentos randõmicos; às vezes a descoberta anima, na maior parte do tempo frustra. imagino se alguém se diverte lá fora, mas durante a manhã isso seria incomum. aliás, o prédio está tomado de zumbis como eu presos às suas cadeiras por sabe-se-lá que forças. talvez devêssemos todos, nós os insatisfeitos e entediados, levantarmos e nos encontrarmos lá fora. acenderíamos nossos cigarros e conversaríamos. talvez sobre as aulas, ou talvez fosse melhor nem pensar nisso. mencionaríamos livros e filmes que nos interessam, contaríamos histórias de nossa infância ou da boemia. eu mencionaria os planos para hoje, outro falaria sobre o próximo fim-de-semana. e quão pouco demoraria para que sugerissem cerveja! daí, já não haveria muito o que ser discutido, a não ser onde. bem, tenho um compromisso. lá perto, lá é possível! sigamos então, e fique para trás a instituição, a sensação de trancafiamento, as cadeiras presas a nossos traseiros antes incapazes de fuga.

« Página anteriorPróxima Página »

Blog no WordPress.com.