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Em 1996, rumores sobre a existência de um homem-polvo levaram uma parcela da comunidade científica australiana a montar uma base de busca para eventuais estudos no litoral leste da terra de Imbruglia a fim de esclarecer – e possivelmente desacreditar o falatório, que aqui seria conhecido como causo de pescadores.

Obviamente, nenhum resultado pertinente foi obtido e o caso foi tido como um engano popular provavelmente gerado por uma peça ludibriosa indevidamente levada a sério.

Dois anos depois, um homem teria sido visto
“escorrendo” pela abertura de um ralo de um prédio comercial em Tamworth, reacendendo entre os poucos crédulos restantes a possibilidade de que o suposto híbrido – anomalia, para usar um termo mais adequado – realmente existisse.

O relato de uma moradora de Drayton Manor, autenticado por registros de nascimento, de que teria um filho com problemas ósseos deu mais vazão à polêmica. Seu filho nascera com uma doença degenerativa que impede o enriquecimento cálcico, fazendo com que os ossos se tornem mais mais maleáveis e frágeis do que a cartilagem.

Ainda assim, esse fato não explica a capacidade de locomoção do anteriormente chamado homem-polvo.

“Mas ele era ambidestro”, relatou Helen a jornalistas – “o que o torna tão hábil quanto um monstro de oito patas.”.

tava falando sobre vegetarianismo e anti-vegetarianismo com minha ex-namorada agora (the one that got away) e fiquei muito feliz em ver que ela concorda comigo sobre algumas coisas que qualquer pessoa inteligente entenderia.

claro que nesse momento um pseudo crítico opinativo pensa “o que te faz pensar que tu pode decidir quem é inteligente ou não?”. Bom, se tu pergunta isso, não é uma pessoa do tipo observadora e questionadora ao ponto de saber a importância da inteligência para o entendimento da mesma.

parei de comer carne, como mencionado antes, pela piada. aliás, já abri exceções: se tenho fome, e não tem mais o que comer, aceito. até porque se eu jogasse uma comida fora só por ser de origem animal eu estaria deliberadamente desperdiçando alimento e influenciando o abate desnecessário de mais vida animal.

o que me irrita são as pessoas que se tornam vegetarianas porque acham que assim estão protegendo os animais. elas estão deliberadamente contrariando seus instintos, criando motivações pessoais acerca da própria alimentação e achando que assim protegem algum ser. esse é o tipo de comportamente dos megalomaníacos que se consideram diferentes/superiores a outros animais: ignoram o fato de que nós, humanos, somos animais exatamente iguais aos outros. Temos metodologias de comportamento, temos diferenças interindividuais, etc., mas nossas metas são exatamente iguais às de qualquer ser vivo: sobreviver e trepar. inverta a ordem e o resultado é o mesmo: reproduzir e manter a espécie.

a forma como fazemos isso pode mudar muito, mas continuaremos fazendo. claro que temos a vantagem da consciência e da percepção, mas é muita estupidez pensar que outros animais não a tem também. enquanto seres vivos em busca de sobrevivência, é inevitável que sobrepujemos outros animais e seres vivos em geral para que nossa espécie tenha alimentação garantida e segurança.

tudo isso porque existem algumas pessoas que acham que os seus hábitos alimentares são mais corretos ou as tornam superiores aos outros.

um vegetariano jamais poderá criticar um carnívoro porque ambos dependem das mesmas provisões básicas.

aliás, se vegetariano se importasse com animais, teria uma boa quantidade de espécies para escolher para matar.

ou não percebem que superpopulação é prejudicial?

pessoas enjauladas, separadas
oprimidas, magoadas
placas onde lê-se
“não jogue alimentos”
quadras onde vê-se
a tristeza do isolamento
a espera pelo nada
o afronto á natureza, à liberdade
à realidade da condição de estar vivo.

que cruel ser teria tirado
criatura de seu lar
de sua família, de seu habitat
apenas para aprisioná-la
alimentá-la
e exibi-la?

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