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“Você tem experiência com Flash?”
“Sim, trabalhei com Flash durante meu estágio com os Novos Titãs e posteriormente na Liga da Justiça da América.”
No blog da tiele b., ilustrações de alguns dos contos que escrevi às pressas no twitter e republiquei aqui.
De fato, somos todos artistas.
no desenho acima, vemos o esboço de como este específico golpe deve ser aplicado (as setas indicam a direção a ser seguida pelo dedo médio) e a provável reação do oponente atingido.
O peteleco é o mais eficiente, relevando-se sua praticidade, dos golpes ninja-sociais-agressivos.
Ele é inesperado. Desarma teu oponente pela alma.
Vai nas orelha e derruba o espírito.
“Sou o melhor naquilo que faço.”. Essa é a frase mais conhecida do Wolverine, personagem de quadrinhos criado por Len Wein e John Romita Sr. para a Marvel Comics. Fico orgulhoso em saber que atualmente posso concordar com a frase e, quase tanto quanto, por lembrar que as revistas em quadrinhos me ensinaram a ser uma pessoa melhor. Ser o melhor no que se faz parece soar batido, mas é importante para qualquer pessoa que queira existir: se não fizer algo que mereça ter sido feito, não faça; se não vai fazer, não exista. Não conheço brasileiro vivo que escreva melhor do que eu, e não digo isso por arrogância, mas pelo fato de que enquanto todos os outros são incompetentes, eu me esforço para melhorar constantemente. Embora antes me considerasse um novato assunto, minha capacidade de analisar o funcionamento dos eventos e do meu próprio comportamente fez com que me tornasse um bom jogador de poker. Se ainda tivesse alguma dúvida, e tive, foi sanada à percepção de que não perdi partida alguma esse ano. E por não perder me refiro ao fato, antes mencionado, de que nunca saí no prejuízo, e de que em todas as jogadas consegui tirar as fichas de todos os adversários antes que qualquer um deles ficasse no lucro.
Ser o melhor no que faz significa que tu mereceu algo, claro. Pra ser o melhor é preciso nunca parar de se auto-superar, ou seja, de desafiar a si mesmo a cada vitória. Se uma pessoa for mais talentosa que outras em determinada área, vai conquistar títulos, prêmios e dinheiro; se for melhor do que foi há algum tempo atrás, vai ser a melhor sempre.
Finalmente deixei a procrastinação pra outra hora e comecei a ler Maus, de Art Spiegelman. Embora ainda me falte folhear as páginas do segundo volume deste romance gráfico, já posso dizer que, além da excelente qualidade da arte seqüencial em si, a história do sofrimento dos judeus pela perseguição anti-semita enjambrada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial foi poucas vezes ou talvez nunca tão bem contada. Estou longe de ser um anti-semita, é claro, mas tampouco jamais consegui me importar com o que insistem em chamar de holocausto. De fato, Israel dá bons motivos para que desejemos que tal evento tivesse acontecido em muito maior escala, mas longe de mim querer culpar todo um povo pelos atos de bárbarie e desrespeito à raça humana cometidos por uma parte desta raça-etnia-religião, mesmo que essa parte possa ser a maioria. Art Spiegelman, de certa forma, mostra a sensibilidade do povo judaico quando o assunto são seus próprios problemas, mas mostra também o horror a que são submetidos inocentes quando o ódio, a vingança e a intolerância se aplaca sobre um determinado grupo.
Não à toa, no segundo volume da série o Estado de Israel é mencionado justamente por seu desdém e crueldade para com outros povos.
Uma pena que a facção judaica que insiste em declarar Israel sua pelo que parece ser uma disputa de crianças pela propriedade do pátio da escola não perceba isso. Não é uma questão de quem chegou primeiro ao pedaço de solo, mas sim de lembrar que já houve uma expansão e que eles usufruem de liberdade religiosa e cível em geral no resto do mundo, razão suficiente para abandonar a terra que há muito já pertence por direito aos palestinos.

