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Observações:

As referências existem, sim, e postarei em atualização posterior. Interessados em confirmações podem pesquisar na internet.
Acabei de escrever, portanto só farei a correção gramatical depois de alguns dias.

A Lei de Moore é um código de pré-definição de desenvolvimento tecnológico que exige que todo o quantitativo de valor numérico de capacidade de armazenamento informacional ocorra em progressão geométrica de razão dois. Em outras palavras, essa é a lei que faz com que cada hardware lançado tenha o dobro da capacidade da versão anterior (por isso 8 bits, 16 bits, (…) 1024 megabytes, etc.).

A nanotecnologia, obviamente, obedece os mesmos padrões. Já utilizamos implantes cerebrais (primeiro caso; final dos anos ’80¹) para o tratamento de distúrbios neurais que resultam em problemas fisiológicos. Recentemente, uma mulher submeteu-se a um implante novo e uma das conseqüências, esperada, foi o aumento de seu prazer sexual.² (li a matéria via @greatdismal).

O desenvolvimento de nanochips também segue a Lei de Moore, o que significa que em algumas décadas (façam vocês mesmos os cálculos) teremos implantes nanotecnológicos capazes de, no mínimo, simular com exatidão a ação de neurônios e poderão ser usados para substituí-los. Mesmo que demore muito, ou que nossa geração não viva o suficiente* para testemunhar o surgimento de aparelhos que simulem completamente a experiência cerebral humana, teremos ao menos meios para tratar seqüelas cerebrais (ou mesmo distúrbios congênitos do cérebro) através da substituição de neurônios perdidos por nanomecanismos que façam o trabalho de ligação entre diferentes áreas do sistema nervoso, completando processos de sinapses que de outra forma occoreriam com dificuldade (conseqüentemente mais lentos) para o indivíduo afetado pela seqüela ou distúrbio congênito. Isso permitirá que os processos cognitivos e criativos ocorram normalmente mesmo para uma pessoa que tenha tido sua estrutura neural de alguma forma incapacitada, ou seja, que tenha tido suas atividades cerebrais diminuídas por algum tempo.

O que permite – ou, no mínimo, acelera – tal evolução nanotecnológica pela Lei de Moore é a constante troca de informações de resultados e teorias entre desenvolvedores do mundo inteiro; ou seja, a globalização do conhecimento (prevista por cientistas e entusiastas de tecnologia há, no mínimo, algumas décadas) que se tornou fato mundial com o advento popular da internet age direta e positivamente nessa evolução. Portanto, o compartilhamento é o hábito que garante os resultados suma citados, além, é claro, de muitos outros avanços em prol da sobrevivência e melhoria de capacidades humanas – e conseqüentemente de outras espécies também.

É bom ressaltar que a evolução tecnológica, mesmo que atualmente não afete diretamente setores de necessidades orgânicas básicas, permitirá, com o tempo, que a produção alimentícia, bem como aproveitamento de recursos naturais, atinja níveis capacitacionais que permitirão o acesso universal a itens básicos de sobrevivência.
Os grupos, sejam governamentais ou corporativistas, que buscam projetos de lei que vão contra o livre compartilhamento – pois limitar o acesso é contrariar essa política popular mundial – estão tentando atrasar essa evolução tecnológica. E o compartilhamento deve ser universal; não podemos escolher quais áreas de nossa produção intelectual devem ser acessíveis e quais não, pois toda criação humana influência a vida de todos os humanos. Mesmo que cultura e ciência não se afetem diretamente, seria vista com injustiça qualquer separação de política geral para essas duas áreas.

As pessoas que lutam contra o livre compartilhamento de música, filmes, literatura e artes em geral aliam-se são defensores de propriedade intelectual, ou seja, são contra o livre acesso. São elas que apóiam o impedimento à evolução humana; se quiser uma analogia razoável, são o equivalente a queimadores de bruxas da Idade Média.

Lembrem-se sempre: o compartilhamento é vital para o progresso.

enquanto eu dançava, seus pés descalços, a cabeça a rodar e os braços pros lados. enquanto eu dançava, seu cabelo de leve movendo, seus olhos fechados, silêncio, seu vestido ao vento de seus movimentos. enquanto eu dançava, ela dançava, e eu paro, e ela a dançar. enquanto eu olhava, seus braços balançando, os pés intercalando-se ao ar e de volta ao chão, o rosto ora escondido, ora exibido entre os cabelos movendo-se ao ritmo de seu corpo.

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