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Como cantaria Jim Morrison junto a seus queridos The Doors, o verão está quase acabado. Sim, é hora de pendurar as sandálias, tirar a areia que ficou presa na beira do cu e tomar nescau no copo e não no corpo.

As diversões de verão, claro, não mudam. Tem coisa melhor pra fazer na praia do que jogar canastra de dupla tomando caipirinha até a hora de ver Big Bother [intended pun]? Poucas, mas tem. Não seria verão se eu não atravessasse a Interpraias no meu Kadet com o som irado estourando na potência máxima – claro que o volume é abaixado com timing impecável na hora de gritar ou buzinar pras garotas que caminham no acostamento. E se a saudade dos tempos inocentes bate, tem Vengaboys no iPod.

Vai-se o verão, ficam as lembranças. Aquele baseado na beira da praia à noite, as porradas nos piá que olham torto e, claro, aquele cabaço arrancado à força depois de muita tequila com sal e limão.

Tá dado o recado. Muita paz, brother!

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escrito com a colaboração involuntária de fergs

Acabei de perceber que meu pior post no twitter é mais criativo, bem escrito e organizado do que qualquer livro de qualquer autor gaúcho que eu já tenha lido.

E não pretendo soar arrogante e tampouco elogiar meu texto; muito ao contrário, acho falhas maiores a cada dia, mas isso constata apenas a péssima qualidade da literatura brasileira sulista.

Temos o terrível hábito de elogiar tudo que é local e, justamente por isso, ninguém prima pela qualidade. Assim como o humor brasileiro é ruim porque os públicos se contentam com o que consideram relativamente bom, a literatura do Rio Grande do Sul não se desenvolve porque as instituições acadêmicas e o bairrismo levam as pessoas a prezar aquilo que deveria ser apenas o rascunho de nossa criação literária. Em suma, não chegamos nem ao estágio de desenvolvimento: nos satisfazemos com a descoberta e a alfabetização e decidimos não ir além.

Enfim.

Já fui xingado por comparar Caio Fernando Abreu com textos meus. Eu quis dizer que, quando eu tinha 14 anos, eu escrevia como ele, mas fui além. Ficaram mais irritados ainda. Por quê? Porque consideram ele bom. E por que consideram ele bom? Porque é daqui.

Como bem comparou um amigo meu, “preferem tomar um vinho gaúcho do que experimentar o de outro lugar.”. O que falta aqui é abertura cultural.

Minha tese é: quem toma Polar, boa gente não é.

Pobre de quem governa escrevendo cartas falando sobre as maravilhas que faz enquanto está ocupada escrevendo cartas…

Se Yeda não for impedida, há risco de acabar levando tiro. Não, não é uma ameaça, apenas uma previsão de possibilidade.

Se bem que gaúcho que é gaúcho não pega em armas pra lutar, pega a viola pra cantar milongas sobre lutas.

OBS: fiz no paintbrush, então dá um desconto.

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AeroYeda: estaria a nossa desgovernadora se preparando para uma (iminente) fuga emergencial?

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