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tava falando sobre vegetarianismo e anti-vegetarianismo com minha ex-namorada agora (the one that got away) e fiquei muito feliz em ver que ela concorda comigo sobre algumas coisas que qualquer pessoa inteligente entenderia.
claro que nesse momento um pseudo crítico opinativo pensa “o que te faz pensar que tu pode decidir quem é inteligente ou não?”. Bom, se tu pergunta isso, não é uma pessoa do tipo observadora e questionadora ao ponto de saber a importância da inteligência para o entendimento da mesma.
parei de comer carne, como mencionado antes, pela piada. aliás, já abri exceções: se tenho fome, e não tem mais o que comer, aceito. até porque se eu jogasse uma comida fora só por ser de origem animal eu estaria deliberadamente desperdiçando alimento e influenciando o abate desnecessário de mais vida animal.
o que me irrita são as pessoas que se tornam vegetarianas porque acham que assim estão protegendo os animais. elas estão deliberadamente contrariando seus instintos, criando motivações pessoais acerca da própria alimentação e achando que assim protegem algum ser. esse é o tipo de comportamente dos megalomaníacos que se consideram diferentes/superiores a outros animais: ignoram o fato de que nós, humanos, somos animais exatamente iguais aos outros. Temos metodologias de comportamento, temos diferenças interindividuais, etc., mas nossas metas são exatamente iguais às de qualquer ser vivo: sobreviver e trepar. inverta a ordem e o resultado é o mesmo: reproduzir e manter a espécie.
a forma como fazemos isso pode mudar muito, mas continuaremos fazendo. claro que temos a vantagem da consciência e da percepção, mas é muita estupidez pensar que outros animais não a tem também. enquanto seres vivos em busca de sobrevivência, é inevitável que sobrepujemos outros animais e seres vivos em geral para que nossa espécie tenha alimentação garantida e segurança.
tudo isso porque existem algumas pessoas que acham que os seus hábitos alimentares são mais corretos ou as tornam superiores aos outros.
um vegetariano jamais poderá criticar um carnívoro porque ambos dependem das mesmas provisões básicas.
aliás, se vegetariano se importasse com animais, teria uma boa quantidade de espécies para escolher para matar.
ou não percebem que superpopulação é prejudicial?
O vegetarianismo não é uma causa, apenas uma escolha em alimentação. Vegetarianos, como manda o conhecimento básico de biologia e funcionamento das espécies, não seguem uma dieta natural. Muito pelo contrário, estão negando sua própria natureza, embora exista a possibilidade de que eventualmente o ser humano deixe de ser carnívoro – fique claro que também existem outras possibilidades a respeito do sistema nutricional de nossa espécie.
Esse grupo é um conjunto de pessoas com um costume em comum; cada indivíduo segue apenas sua própria vontade que independe de uma causa maior. Se algum vegetariano se importasse com algo além de si mesmo, nem se importaria em deixar de comer carne, mas estudaria os diferentes ângulos da situação que ocorre entre nossa espécie e as outras.
Não estou necessariamente defendo o hábito carnívoro, que me acompanhou por tanto tempo. Comer carne, embora natural e, digamos, correto, se tornou um hábito nocivo por circunstância: existe um consumo excessivo deste bem e, por conseqüência, ele se tornou um mercado grandioso que depende do abuso do objeto de demanda, que é o animal. O tratamento agressivo é inerente a esse abuso, visto que a única forma de diminuir o custo da satisfação dessa demanda é alojar o maior número de seres vivos no menor espaço e tirar o melhor proveito deles da forma que parecer conveniente. É uma agressão desnecessária à natureza, claro, visto que todos os seres humanos sobreviveriam com muito menos carne do que a que é consumida mundialmente hoje.
Uma lógica rápida e impensada sugeriria que o equilíbrio necessário para o mantimento de uma postura não-parasitaria entre ser humano e outros animais acontece no momento em que há um grande número de pessoas restringindo sua alimentação aos bens vegetais e outro grande número fazendo o mesmo com os animais, mas a verdade é que isso não impede o exagero em demando e os conseqüêntes maltratos mencionados anteriormente.
A única esperança que se pode ter em acreditar em uma atitude correta de nossa parte como um todo é lembrar que fazemos parte da natureza e, portanto, nossas ações fazem parte da natureza de nossa espécie, que está no topo da cadeia alimentar justamente por sua capacidade evolutiva que inclui a consciência e a adaptação imediata às diferentes situações a nós impostas. Todos os animais aprendem e sobrevivem a partir disso, nossa vantagem é que aprendemos com uma rapidez consideravelmente alta em relação a outros. Se nossa espécie causar um desequilíbrio, ela será inevitavelmente aniquilada por tal, se presumirmos como correta a lógica de que se destruímos mais do que construímos, nos desfazemos da matéria básica.
