sou tão velho que…

Filmes de ação hollywoodianos não só rendiam grandes bilheterias, como eram inspirados pela rivalidade Estados Unidos x União Soviética.

As pessoas acreditavam que um dia teríamos computadores gigantescos e superpotentes com capacidade de armazenar vários megabytes.

Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury tinham apenas fama de serem gays e a AIDS não era pop o suficiente pra preocupar heterossexuais.

A Madonna ainda era ridicularizada mundialmente por, dizia-se então, usar playback por não saber cantar.

As pessoas que hoje gostam dos anos oitenta ainda estavam correndo o risco de serem expelidas pela uretra de cotemporâneos meus.

A última vez que fui ingênuo o suficiente pra acreditar que emissões de gás carbônico geradas pela espécie humana estavam destruindo o planeta o Prince se chamava Prince e o Michael Jackson era negro com nariz afinado.

Maradona não tinha feito nenhum gol de mão em campeonato internacional e não existia sorteio de teste anti-dopping.

A Rita Lee era afudê.

O programa Coquetel ainda não existia e, portanto, as paquitas eram o que havia de mais sexy na programação da TV aberta. E só existia TV aberta.

Quando não sabíamos definir o estilo musical de uma banda, chamávamos apenas de rock, e não indie, como ocorre atualmente.

O Babosa estava vivo.

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