os conquistadores boêmios

Vamos abrir esse vinho, garota, e fazer da tarde do sol nosso banho romano, nosso preparo para o banquete da noite. Dionísio, nosso senhor, nosso ardor, nosso guia!

Vamos conquistar devotos, receber oferendas etilícas. Vamos desnudar quem quisermos, enclausurarmo-nos em seus lares e tomá-los para nós. Vamos tomar, gozar e abandonar.

Meu bem, encontrei meu bem, e somos todo amor & maldade; os olhos ambiciosos, os corpos ansiosos e as mentes ininterruptas.

E se eles nos admiram com modos súditos e nos querem servir, como negar-lhes tamanho prazer? Verdadeira crueldade seria pertencermos um ao outro e não os ter também como nossos.

Nossos pertences, nossos noivos e noivas de uma noite só, nosso depositório de carícias, dedos e línguas.

E depois iremos embora sob a chuva, cansados e contentes, mas nunca plenamente satisfeitos…

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