citações – anaïs nin

do livro Em Busca De Um Homem Sensível

“Separar o sexo do amor, na minha opinião, diminuirá o prazer e prejudicará a qualidade do ato amoroso. É o conteúdo afetivo do ato amoroso que o realça, o eleva e o intensifica. Como a diferença entre um solista e as ricas variações de uma orquestra.”

“No seu diário, George Sand conta que Zola, seu admirador, obteve dela uma noite de amor; como ela deu livre curso à sua sensualidade, ao partir ele deixou-lhe dinheiro sobre a cabeceira, para significar que a seus olhos uma mulher apaixonada era uma prostituta.”

“Os homens se sentem, em geral, perturbados diante da evolução da mulher; essa perturbação não se justifica, pois em vez de um dependente ele terá uma companheira. Alguém que não fará sentir que ele precisa lutar contra o mundo para sustentar mulher e filhos, ou uma mulher infantil. A mulher do futuro não será uma criança. Ela não tentará viver através do homem, levando-o ao desespero, em busca de uma realização que apenas a ela cabe efetuar. Esta é a minha primeira imagem da nova mulher — ela não é agressiva mas serena, segura de si, confiante, capaz de desenvolver seus próprios talentos e de conquistar seu próprio espaço.”

“Elas já tinham aprendido a criticar o ‘macho’ autêntico, com sua falsa masculinidade, sua força física, sua aptidão para o esporte, sua arrogância, e o que é mais grave, sua falta de sensibilidade. O herói de O Último Tango em Paris causava-lhes repulsa. O sádico, o homem que humilha a mulher para demonstrar um poder de fachada. Os chamados heróis, como na literatura de Hemingway ou Mailer, essa força ilusória. É o que denunciavam e recusavam essas novas mulheres, inteligentes demais para serem enganadas, muito espertas e orgulhosas para se sujeitarem a esse aparato de poder que, em vez de protegê-las (como acreditavam as gerações anteriores), comprometia suas existências individuais. Elas se voltaram para o poeta, o música, o cantor, seu colega de estudos sensível — o homem natural, sincero, sem arrogância, sem ostentação, aquele que odeia a guerra, a cupidez, o mercantilismo e o oportunismo político. Enfim, um novo tipo de homem para um novo tipo de mulher.”

“Não confundam sensibilidade com fraqueza. Esse erro quase levou nossa civilização à ruína. A violência foi confundida com o poder, e o abuso do poder com a força.”

“Dito por um poeta que aceita a expressão total do desejo como um ato de vida, tudo fica a nu como a natureza — e tão inocente quanto ela. Se todas as experiências pudessem passar pelo filtro da arte, ela conseguiria o que a lei nunca conseguiu. A arte imporia a necessidade da beleza. Ela nos ensinaria que o único vício é a feiúra e nos livraria automaticamente dessas caricaturas da sexualidade que passam por erotismo, e devolveria à sensualidade sua nobreza, ligada à qualidade e ao refinamento de sua expressão, o refinamento de sua plenitude.”

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