uma carta

Pai,

me perdoa; perdi todas as partidas de sinuca.

Contra minha vontade e para tua decepção, não ganhei uma só aposta.

Me perdoa também por outra falha: a cachaça que bebi me desceu ardida, e não como água.

Como a um pródigo, ensinaste tudo que esqueci.

Como um bastardo, esqueci tudo que aprendi.

A prostituta que o tio me apresentou foi embora sem dores

E os que me gozaram têm os narizes intactos.

Me perdoa por isso também?

Como vês, não sou o macho que tua esperança te prometeu,

mas tu há de convir: eu faço uma lasanha vegan como ninguém.

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