miojo na redação

A inserção de uma receita no meio da redação como forma de descontrair, deliberadamente e anunciada, foi simplesmente genial. Qualquer jornalista criticando deve estar morrendo de inveja por ter se tornado jornalista invés de um bom escritor, por só ser capaz de escrever segundo aquelas normas de redação que parecem exaltar sua inabilidade pras letras.

Seguem trechos da redação:

“Não é de hoje que o Brasil é alvo de imigrantes ilegais, não é a primeira e não será a última vez que isso vai acontecer. Por ser o Brasil um país muito estenso, fica difícil o controle dos imigrantes, que vem a procura de uma oportunidade tentando mudar de vida, a procura de trabalho.

Muitos casos de imigrantes ilegais que vemos, são pesoas de baixa renda imigrando para outro país em busca de emprego para tentar mudar de vida, mas um fato interessante aconteceu no estado do Acre em 2011, cerca de 500 haitianos imigraram ilegalmente para o Brasil, porém, não eram pessoas de baixa renda, eram pessoas bem sucedidas, tais como, engenheiros, professores, advogados, pedreiros, carpinteiros, todos profissionais qualificados. Em 2010, o Haití foi vítima de um terremoto, como o Haití é um país sem muitos recursos, os habitantes pensaram que essa seria uma boa hora para imigrarem e tentarem mudar de vida.

Para não ficar muito cansativo vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva.

Uma boa solução para o problema o governo brasileiro está fazendo, que é recolher os imigrantes e dar a eles uma nova oportunidade para melhorar suas vidas. (…)”

Cada Dia Um Miojo

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8 respostas para miojo na redação

  1. Luciana disse:

    O único problema deles é que o Enem está enchendo as universidades de pobres e alguém tem que acabar com isso. E quando a Vasconsello diz “fazem” 16 graus?? Ou “Presidenta Lula??”Será que ela foi cotista também?É só perder o teleprompter e esses jornalistas terão muita sorte se souberem cantar a receita do Miojo.:-P

  2. J.P. Flores disse:

    hehhe bom, já vi uma explicação sobre aceitação do termo ‘presidenta’ e me recuso a entrar nesses termos. ele não é um termo arbitrário e contrário às regras imposto ao uso porque… porque já foi arbitrariamente imposto ao uso mesmo sendo contrário às regras uns 100 anos antes ¬¬

    é tipo um “há precedente!” só que totalmente ilógico ou, melhor, imbecil.

    mas divaguei; só quis dizer que amei o comentário! xD

  3. J.P. Flores disse:

    É, acho que foi o Bagno mesmo (que tem alguns insights legais) que li defendendo essa asneira.

    DENTISTO sim.
    VIDENTO/VIDENTA
    EXPOENTO/EXPOENTA
    INSURGENTO/INSURGENTA

    e por aí vamos à merda. foda-se o desenvolvimento natural da língua, fodam-se as regras enquanto práticas; que nada, a língua tem que ser mudada segundo a arbitrariedade de quem quiser se sentir especial dentro da língua.

    Daí o cara larga a faculdade de Letras por se considerar acima de todo o meio acadêmico e me chamam de arrogante.

  4. Luciana disse:

    Não acredito!! :OTe chamaram de arrogante, logo tu??? que injustiça!
    Brincadeiras à parte…pois é, eu ainda não formei uma opinião sobre isso. Existe o lance (tive que parar para rir novamente do dentisto) da neutralidade e tal, mas ah…neutralidade o caralho. Li um exemplo que gostei: Se falamos que uma mulher e seu poodle morreram em um incêndio pronto…bastou a presença do poodle para mudarem o gênero do sujeito da frase. Não é neutro. Mas não formei opinião a respeito, penso que a língua é viva, então vai mudar quando coisas bem mais importantes mudarem. Agora tchau, vou marcar uma consulta com meu dentisto.:-P

  5. J.P. Flores disse:

    Sim, a questão do gênero no plural ser o masculino soa como uma espécie de machismo lingüístico, e provavelmente foi como o padrão foi estabelecido, mas É um PADRÃO NECESSÁRIO. Não existe neutralidade no plural em língua portuguesa, nossos adjetivos/particípios costumeiramente têm uma definição de gênero embutida na palavra, então alguma padrão deve haver. No caso, estabeleceu-se o masculino. Do contrário também implicitaria sexismo, mas uma sociedade evoluída, que é o que deve-se buscar pra evitar sexismos de verdade, não vai ter problemas em usar um padrão de linguagem apenas enquanto tal.

    Divirta-se no dentista, e se ele/ela te deixar sozinha na sala rouba um vidrinho de morfina ou codeína pra mim. Te pago em abraços.

    • Luciana disse:

      De fato! E é uma coisa bem menor a se levar em consideração não é? A língua acaba denotando aspectos da nossa cultura; ela não cria, apenas evidencia nossos padrões culturais. O Feliciano na Comissão de direitos humanos me incomoda muito mais do que o título escolhido para quem será chefe do estado.

      Te aviso se conseguir. Até.

  6. Isso é decepcionante… nunca acreditei em redações com normas tão estreitas e formas pré-fabricadas.. mas bem, me senti muito burra ao ver esta notícia, fiz a prova este ano e tirei 740, ai fiquei pensando como será que tirei a nota pela redação que queimei tantos neurônios para fazer, me rebaixando a um texto tão curto e a um vocabulário leve e sem críticas etc, tudo em uma tentativa de conseguir boa nota.
    Vai saber, né? Ao menos passei..

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