PROFESSOR DA UFRGS RELATA BRUTALIDADE POLICIAL CONTRA ESTUDANTE EM ÔNIBUS DE PORTO ALEGRE

“hoje, indo para o campus do vale, meu ônibus foi fechado por uma viatura da BM. rapidamente, três brigadianos, um deles com a arma em punho, retiraram um rapaz à força do veículo. quando abordei os policiais e avisei-os para não utilizarem de força desmedida contra um ESTUDANTE DESARMADO, um deles me ameaçou, chamando-me de “vagabundo” e dizendo que ia “me levar junto”. prontamente identifiquei-me como professor da universidade federal do rio grande do sul e disse que toda aquela ação, e a reação dele, eram absurdas e ilegais. infelizmente, no tumulto que se seguiu, eles conseguiram sair do ônibus sem que eu conseguisse os identificar ou gravar a sua ação.
felizmente, já sei que o estudante, que saiu GARROTEADO por TRÊS BRAVOS e CORAJOSOS POLICIAIS, está bem.

o “crime” dele? ter dado uma entrevista, em frente aos pms, dizendo que a brigada estava sendo autoritária e desmesurada nos protestos estudantis. isso mesmo. seu delito foi o de opinião.

e aí? quando alguém vai ter coragem de enfrentar estes bandidos armados?

ironicamente, dirigia-me para uma palestra sobre o regime militar.
49 anos depois, algumas coisas não mudaram. tristemente.”

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21 respostas para PROFESSOR DA UFRGS RELATA BRUTALIDADE POLICIAL CONTRA ESTUDANTE EM ÔNIBUS DE PORTO ALEGRE

  1. CAIO MACHADO disse:

    Nome do professor? curso que ele ministra?
    informações?

  2. Daniel Campos disse:

    prof. arthur, de história.

  3. Rodrigo disse:

    Estranho esse professor, heim?
    E o desacato pode ocorrer de inúmeras formas.
    Muito bom ocorrer protestos, acho que deveria ocorrer 4 vezes na semana, que nem coleta de lixo em bairros. Assim o efetivo policial é deslocado e sobra mais áreas para atuações da criminalidade!

    • J.P. Flores disse:

      Protesto tem que ter quando tem que ter. Deslocamento desnecessário de efetivo policial é opção dos responsáveis pela segurança pública, que obviamente não se importam com segurança pública.

      • Rodrigo Bonaldo disse:

        O argumento do meu xará foi tão tolo, mas tão tolo, que acabou tendo razão: os efetivos policiais devem proteger a população da criminalidade – garantindo a segurança pública – e não serem deslocados para reprimir o direito constitucional de protestar.

  4. Antônio disse:

    Eu estava no ônibus, e fui testemunha de que o referido estudante insultou os policiais ao sairmos do terminal mercado público. Até onde eu sei, isso é crime de desacato e está no código penal.

    • J.P. Flores disse:

      poisé, cara, lê o que a ju disse no comentário abaixo. eles foram atrás e agrediram, não me vem apelar pra brecha legal pra violência quando nem isso houve. e segundo outrs testemunhas, ele gritou (nao sei se a pedido dos reporteres ou nao) pra van da Record as acusações de truculência da polícia, de defender interesses privados, etc. nada além de verdades, então.

  5. ju disse:

    E poder espancar alguém por isso está na lei também amigo?
    Se o garoto desacatou os policiais, eles deveriam ter agido dentro da lei
    , não espancando.

  6. Leandra disse:

    Ah por favor!!! Desacato é desrespeitar. Policial tem que ser respeitado. E se apanhou, mereceu. Eles são autoridade, e devenm ser respeitado. Aposto que esse moleque falou absurdos para eles, e disserto a mãe do guri não deu educação. Protestar é um direito de todos, ofender uma autoiridade, já tira razão. esse jovens de hoje acham que podem sair fazendo o que querem. tem que apanhar sim!

  7. Andreia disse:

    Que pena, Leandra, que pensas que “autoridade” pode fazer o que quiser. Se a tua professora de português tivesse usado sua “autoridade” contigo, DECERTO ela não teria permitido que escrevesses desse jeito. Aliás, pobre da mãe do guri que foi dissertada no meio dessa confusão.

  8. Érnandéz disse:

    Eu to espantando com a quantidade de comentários saudosos da ditadura aqui. É de chorar.

  9. Caxias disse:

    À partir do momento em que um cidadão comete desacato, o mesmo passa a ter cometido um crime. Criminosos devem ser tratados como criminosos… Ah, isso se o saudoso “estudante” não foi um dos que pixou os muros, virou lixeiras e queimou coisas no seus maravilhosos vandalismos, digo, protestos…

  10. leonardo disse:

    realmente, por alguns comentários dá para perceber que mesmo “49 anos depois, algumas coisas não mudaram. tristemente.”

  11. Ana disse:

    eu estava no ônibus também e realmente a atitude da Brigada foi desmedida, se o estudante cometeu o “crime” desacato à autoridade” os policiais cometeram o crime de “abuso de autoridade” porque não comunicaram, no momento da ação, o motivo da prisão, simplesmente arrancaram o estudante de dentro do ônibus de forma bem violenta. O discurso do governo de que não há recursos na Segurança caiu por terra, afinal um viatura (386) foi deslocada imediatamente para interromper o ônibus, houve gasto de combustível e efetivo policial, afinal três policiais armados agiram para deter um estudante. Já estive em ônibus que foi assaltado e nenhuma viatura da polícia interpelou o coletivo, heroicamente entrou no ônibus e levou o criminoso.

  12. Mag Katherina disse:

    A sociedade é a maior vítima de atos de truculência, abuso de poder e despreparo por parte de alguns policiais que deveriam protegê-la, mas fazem o contrário. E se o cidadão de bem, principalmente o pobre e simplório, questiona abordagens truculentas, é preso por desacato.
    Quando se ingressa numa carreira, tem que ter preparo emocional, equilíbrio. Veste-se uma farda, usa um armamento, tem que ter preparo. Se não é de família, de berço, que a instituição tente instruir e mostrar qual é o seu papel e verificar se realmente a pessoa está apta a exercer essa função de tamanha responsabilidade. Porque, do contrário, rasga-se qualquer cartilha de comportamento e abordagem policial, qualquer mandamento em relação a direitos humanos.
    Um ser que se diz “autoridade” tem que ter o conhecimento básico de leis, de Direito, de Direitos Humanos. A pessoa de bem se sente constrangida, tratada como bandido, mesmo estando com sua documentação em dia. E quando o cidadão lembra o policial que seus direitos constitucionais não estão sendo respeitados, a situação é invertida. O policial leva a pessoa para a delegacia, detida, por “desobediência”, “desacato”. Isso é muito mais comum do que se imagina. Não é possível que se trate todo mundo como se fosse bandido, com abordagens truculentas, em carro com crianças, idosos, trabalhadores.
    Prevaricação nós temos bastante. Concussão também – policial recebendo dinheiro. Mas, atualmente, abuso de autoridade é campeão.
    Quando se ingressa numa carreira, principalmente nessa, lê-se os editais, aceita ou não. Sabe-se qual vai ser o salário. Nada justifica cometer um crime. Como agente público, é preciso ter uma conduta. Salário não é justificativa para não cumprir ou cumprir muito mal a obrigação que assumiu perante o Estado e a sociedade.

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