citações – cem anos de solidão (gabriel garcía-márquez)

“As coisas têm vida própria. Tudo é questão de despertar a sua alma.”

“A gente não é de um lugar enquanto não tem um morto enterrado nele.”

“Pensando que em nenhuma terra fazia tanta falta a semente de Deus, decidiu ficar mais uma semana para cristanizar circuncisos e gentios, legalizar concubinários e sacramentar moribundos. Mas ninguém lhe deu importância. Respondiam-lhe que durante muitos anos tinham ficado sem padre, arranjando os negócios da alma diretamente com Deus, e já haviam perdido a malícia do pecado original.”

“(…) levou ao castanheiro um tabuleiro e uma caixa de fichas para convidá-lo a jogar damas. José Arcadio Buendía não aceitou, segundo disse, porque nunca pôde entender o sentido de uma contenda entre dois adversários que estavam de acordo nos princípios.”

“(…) anos antes os ciganos traziam a Macondo essas lâmpadas maravilhosas e os tapetes voadores. Acontece é que o mundo vai se acabando pouco a pouco e essas coisas já não vêm.”

“Já então o pároco manifestava os primeiros sintomas do delírio senil que o levou a dizer, anos mais tarde, que provavelmente o diabo tinha ganho a rebelião contra Deus e que era ele quem estava sentado no trono celeste sem revelar a sua verdadeira identidade para enganar os incautos.”

“Optaram por não voltar ao cinema, considerando que já tinham o suficiente com seus próprios sentimentos para chorar por infelicidades fingidas de seres imaginários.”

“(…) procurou-a unicamente no trajeto de seu itinerário cotidiano, sem saber que a procura das coisas perdidas é dificultada pelos hábitos rotineiros e é por isso que dá tanto trabalho encontrá-las.”

“A atmosfera estava tão úmida que os peixes poderiam entrar pelas portas e sair pelas janelas, navegando no ar dos aposentos.”

“(…) que esquecessem tudo que ele ensinara do mundo e do coração humano, que cagassem para Horácio e que em qualquer lugar em que estivessem se lembrassem sempre de que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera.”

“Aprenderam que as obsessões dominantes prevalecem sobre a morte e tornaram a ser felizes com a certeza de que eles continuariam a se amar com as suas naturezas de fantasmas, muito depois de que as outras espécies de animais futuros arrebatassem dos insetos o paraíso de miséria que os insetos estavam acabando de arrebatar dos homens.”

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