minha cidade, meu (sub)mundo

Uma vez pedi um autógrafo pro Guto, agora amigo e formado em Música, e ele assinou “VALORIZE O UNDERGROUND!”.

Eu o fiz. Fui em muitos shows, festas. Divulguei eventos e bandas assiduamente. Garanti casas lotadas, muitas, muitas mesmo. Bares cheios, garrafas vazias.

E o que ganhei por isso? Certamente, não um ingresso pro show do Biafra, que muitas pessoas compareceram ainda agradecidas por eu lhes ter apresentado os Dead Kennedys. E vi muita gente indo de graça sem nem saber o que estava acontecendo lá. Ratos de Porão? No máximo, um convite pra beber na frente. Tudo bem, é o que se fazia em shows antigamente.

Só vi gratidão e carinho verdadeiros em alguns lugares (obrigado, Ocidente; obrigado, Garagem Hermética) e de poucas pessoas (Paraíba, o promotor de eventos; meus queridos Alcalóides, Julio Igrejas etc; não dá pra citar cada e todos).

Ainda assim, sou todo amor. Sóbrio e na trinca de décadas vividas, ainda consigo circular pelas mesmas ruas de dez, quinze anos atrás. O underground é um lar em constante construção. O underground é nosso, o underground define o próximo piso. Não controlamos o mundo, mas o construímos e nossos frutos serão colhidos. E é como tem que ser, e que sejam bem tratados.

Como disse Ben Folds, podemos ser felizes no submundo. E a todos que estão por aí, que chegam ou que ainda estão por vir, só peço isso: VALORIZE O UNDERGROUND.

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