O cabelo ali embaixo

(excerto)

Trecho do texto The hair down there, de Caroline Rothstein, traduzido por Coiote Flores.

‹‹Muitas mulheres mulheres entrevistadas culparam as indústrias pornô e de entretenimento adulto por popularizar a depilação a cera da vulva e práticas de aparamento, especialmente as atuais tendências de vaginas sem pêlo. Fossem essas que mencionaram ou criticaram a pornografia profissionais da saúde ou auto-intituladas feministas, não ficou claro se a reprovação de qualquer uma fora baseada em evidência substancial.

“Se você vai fazer uma declaração sobre o pornô sendo responsável pelo que os homens querem,”, diz Stoya, uma premiada artista do entretenimento adulto e escritora, “você deveria ter assistido muito pornô!”.

Firmada em Los Angeles, Stoya, 27, divide um apartamento no Brooklyn com uma amiga fotógrafa, já que ambas precisam profissionalmente de uma base em Nova Iorque. Quando falamos por telefone, seu tom alegre continha “a tinge of rasp”, ancorada por amplas risadas.

“É injusto com os homens presumir que todos eles querem vaginas pré-púberes, diz Stoya. “Se você não consegue olhar pra uma mulher adulta e uma garota de 12 anos e não notar a diferença sem os pêlos púbicos… você é um idiota.”

Stoya foi criada uma feminista, como sua mãe, e educada em casa. Ela cresceu acreditando que o gênero não deve limitar o que alguém faz profissionalmente como carreira, mas reconhece que, claro, ser uma artista sexual pode estar interentemente ligado ao gênero.

“Todas são diferentes. São todas lindas flores,” diz Stoya, e declra que a pelugem pubiana varia na indústria – algumas cenas tem pêlos púbicos, outras não. Embora sempre “existam pessoas/babacas nos dizendo como devemos ser.”, diz Stoya.

Há discussões onlines de consumidores de pornografia, sempre variados e misturados: faça mais cenas sem pêlos, mantenha a buceta careca. Embora não ter pêlos certamente ajude a não bloquear as tomadas hardcore. A pelugem podem bloquear a visualização da penetração.

Os pequenos lábios de Stoya, que ela descreve como parecendo “sarcásticos”, como se estivessem “fazendo zombaria”,
já foram photoshopados e cortados de fotos publicadas em países onde lábios à mostra são considerados obscenos.

Assistir sexo é limitado a uma experiência audiovisual, observa Lux Alptraum, 33, educadora sexual e CEO da Fleshbot, o mais avançado blog sobre sexualidade e entretenimento adulto.

“Eu não interessante que fazer os lábios mais visíveis compensa pelo fato de que você não pode sentir o gosto ou cheirar ou tocar a genitália.”, diz Alptraum.

A maioria das artistas pornográficas não depilam suas vulvas com cera; invés disso, elas raspam. Porque depilação a cera cresce tão devagar que a área púbica fica com uma camada de pêlos. Raspar – ou remover com laser – permite um ajuste rápido e polido, especialmente considerando a forma específica com que pornôs são filmados.

“Existe a idéia de que o pornô impõe um ideal de beleza muito específico e eu também não acho que isso seja verdade”, diz Alptraum, que também pensa que a falta de pêlos se torne um problema em grande escala quando “numerosas pessoas que não se expõem a corpos nus fora do pornô – especialmente adolescentes – crescem com essa idéia de que aquela é a norma e a única forma de ser sexy.”

A própria Stoya sempre se manteve raspada até 2008, quando a ex-namorada de um colega a desafiou a deixar tudo crescer.

Stoya é parte sérvia; seus pêlos corporais são grossos e escruso. Ela começou a desenvolver pêlos púbicos quando ainda era uma criança. Primeiro ela arrancava os pêlos que cresciam solitários. Depois ela raspou e raspou e continuou raspando. Às vezes ela raspa as axilas. Às vezes ela deixa uma pelugem. Às vezes ela deixa uma moitinha. Mas Stoya sempre raspou sua vulva completamente, até o desafio. O ex de Robby disse que seria excitante – uma mudança visual. Então Stoya deixou crescer. Ter os pêlos cortados lhe deixava “assada”, o que era um problema pra ela, algo com o que lutava mais do que a maioria das mulheres. E não ficava bem na câmera; em algum momento, ela disse que parecia potencialmente insalubre. “Eu não quero parecer que posso ter pele adoecia à volta da minha vulva “, diz.

Agora, tendo os pêlos removidos a laser, Stoya ficou com uma “leve e acidental mecha na frente”, o resto é esparso. E se tornou um algo, publicamente, entre espectadores e fãs. “Pessoas dizem que fui uma vítima do patriarcado”, diz Stoya. “Sempre vai ter alguém que projeta muito peso em algo que é essencialmente uma escolha estética pessoal.”.

E claro, se torna problemática porque a Stoya se expõe publicamente, mas “no fim do dia, é o meu corpo”, ela diz. “Invés de cagar em uma indústria e gênero inteiros, descubra o que você gosta e ache pessoa que gostam do que você gosta e sejam OK com isso.”.››

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