um conto perdido

Óbvio que minha mente não está clara. Minha mente está enuviada. Minha mente é um caos, minha mente é uma merda, cara. Se você pudesse ler minha mente…

Ficaria de pau duro.
Ou ficaria molhada — eu nem sei quem é você!

Rache esse crânio com um machado. Deve sair sangue, lascas de osso. Que mais? Algum médico, fisionomista aí? Nesse crânio não rachado eletriza-se um cérebro. Um cérebro doido, ou endoidado, por mim, dono dessa mente que me controla.

Me pego falando em voz alta. Outra voz, inaudível fora de minha cabeça, pergunta se estou falando sozinho. –Não – respondo, –Isso seria loucura. Estou falando com a comida.
Sou um carrasco comunicativo.
O sol se faz ver, ou ao menos a luminosidade que emite.
É um dia bonito, sou um bom carrasco e meu crânio está intacto.

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