adiós!

Há algumas semanas, tinha um cara e uma moça vendendo livros usados na frente do Tutti Giorni. Entre os livros, uma cópia do meu. Comentei isso com a moça ao meu lado, pra quem eu estava assinando uma cópia, e a vendedora perguntou se eu era o autor. Disse que sim, e ela explicou que gostou da capa e o rapaz queria muito Cem Anos de Solidão, um de meus livros preferidos. Fiquei imensuravelmente honrado em ser trocado por García Márquez.

banca de livros usados - a vida em anexo

E agora ele já não está mais entre os vivos. Ou está, se relativizarmos o estar vivo às mil formas com que podemos fazê-lo.

“Aprenderam que as obsessões dominantes prevalecem sobre a morte e tornaram a ser felizes com a certeza de que eles continuariam a se amar com as suas naturezas de fantasmas, muito depois de que as outras espécies de animais futuros arrebatassem dos insetos o paraíso de miséria que os insetos estavam acabando de arrebatar dos homens.”
–Gabriel Garcia-Marquez (6 de março de 1972 – 7 de abril de 2014), em “Cem Anos de Solidão”

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