discriminação tradicionalista gaúcha

CTG de Livramento que sediaria casamento gay é incendiado

“Aguardando que alguém venha dizer que “É cultural.'” Bruno Pommer

Costumo dizer que o tradicionalismo é um retrocesso ou, no mínimo, uma estaca cravada no tempo — e foi cravada há muito tempo. Sim, é o tradicionalismo que faz gaúchos acharem legal colocar o “macho” acima da mulher, falar grosso e “não aceitar viadagem”. Letras como “não sei por que to batendo, mas ela sabe porque ta apanhando” não são uma brincadeira, mas um retrato debochado de uma realidade e esse deboche, invés de criticar, visa normatizar essa cultura opressora. O exemplo foi um pouco fora, eu sei, já que o caso aí trata de homofobia. Mas acho que deu pra entender.

Chame de tradição, ou o que for, nem toda herança cultural deve ser mantida só porque é herança. Acho que a evolução – biológica, pessoal, social – nos ensina isso.

Nesse caso válida a expressão “os incomodados que se retirem”. Não quer deixar os outros brincarem na tua pracinha? Não pode usar teu espaço tradicionalista pra casamento que teus bisavós não aprovariam porque eram uns ignorantes e essa ignorância faz parte da tua tradição? Fica longe, oras. Daqui, de qualquer lugar onde hajam pessoas que não sejam tu. Aliás, faz um favor pra si e some da vida.

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