o maior concerto (para c.)

Não escrevo teu nome
com gozo no teto
Nem convido teus braços
aos meus sobre a colcha

Não sei dizer que te amo
porque nem sei o que é amar
e o que reverbera por mim
da tua existência na minha
eu sei — e não ouso trocar
por conceito
(palavra mentira)

E o som do teu jeito
de olhar sorrindo ao me ver
vibrando por cordas e tubos
desse meu eu piano órgão
Nenhum Hoffmeister ou Rachmaninoff
ousaria transpor em notas pautadas

Que vontade de rasgar o mundo
em dois pra fazer do meio-oco
uma concha
que faço de câmara

Pra maior das orquestras
soar meu aceno a você

E isso seria “bom dia”
e no meio de tanta alegoria
se conheço o pouco que ouso
achar que te sei,

tu diria:

“Abafa essa merda que eu
tô de ressaca, porra”

… e de um stratovarius quebrado
surgiria o beck mcado
que eu prenso, tu acende
e riremos
sorrindo fumaça

Tu, na calçada
e eu, do teu lado.

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