carro chefe

Do Lucas, posso dizer que era um apaixonado pela expressão artística. Cantar era sua paixão e muito falamos disso no dia em que nos conhecemos. E acho que não erro em dizer que toda forma de manifestação ganhava sua atenção e empatia, pelas conversas que seguiram noutros encontros.

Numa ocasião, falávamos de uma ocupação universitária, que se fez ocupação no momento em que grades foram opressoramente fechadas, separando a turma que já estava lá de todas que quisessem ir ao espaço supostamente público, e ele levantava no meio da sala de Vex, enérgico, falando de como deveríamos pular aqueles “muros” se preciso. Não demorou pro discurso pró-riot escalar para os tumultos de LA (Rodney King). Mas não eram essas as únicas manifestações de interesse.
Manifestação artístico-culturais o inflamavam tanto quanto, se não mais. Ontem mesmo falamos de como ele era uma pessoa presente. Como disse, música era sua paixão, e esses eventos em que a galera se reúne e une a outras galeras pra tocar, cantar e, por que não, trocar idéias eram ideal para expressar essa paixão. Até porque é de uma intensidade que precisa de ilimitado espaço.

Só espero que tenham cada vez mais dessas, e que na falta da voz do Lucas, a galera grite — cante — ainda mais alto. Deu pra ver entre amigos e desconhecidos o quanto essa intensidade do Lucas nos atingiu, e é por isso que tenho certeza que in memorium ela ainda vai longe.

CARRO CHEFE VIVE!

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