se não choro

Peço perdão pelos sorrisos

Por ter me divertido

Por não ter chorado quando devia

por não ter lamentado

aquilo que nem sabia

ser dor

Peço perdão por rir, por rir demais

por arregaçar músculos, pele, lábios

Escancarar alegrias

mesmo quando

devia escrever elegias

Peço perdão por nascer quieto, e não chorando

por crescer sombrio, e não gozando

das alegrias de sofrer

quando nos mandam assim fazer

Aliás, desculpem-me também

por todas as vezes em que

não se podia rir e eu estava ali

a desferir piadas, espalhar anedotas

forçar obrigar ou simplesmente

desabrigar sorrisos

que já estavam lá

Não acredito no equilíbrio, acredito em entropia

Pra cada alma que vai, vem a mim energia

e se essa se esvai feliz e não sofro, pense;

do teu ente, sobrou mais um sopro.

No fim, todos riremos.

Perdoem se me adiantei.

compre meu livro de poesia, Tempestade e Calmaria

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