vida, de Alexander Púchkin

poesia de Púchkin traduzido por José Casado

Vida, dom vão e fortuito,
Por que foste dada mim?
Ou com que secreto intuito
Sentenciada a ter fim?

Quem, com hostil prepotência,
Do nada me suscitou,
Fez fogo a alma, e a inteligência
Com a objeção me agitou?

Não vejo meta futura:
A alma e a razão vão ao léu,
E com o esplim me tortura
Da vida o igual escarcéu.

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