anúncio de livro novo

Tem se tornado frequente a pergunta Pra quando é o próximo livro? Pra começar, faz apenas oito meses que lancei o último. Escrevo diariamente, mas é preciso calma. Uma certa espera, mesmo nem sempre sabendo por o quê.

Não sou Kerouac pra ficar punheteando a máquina até dar a sorte de sair um texto bom — e só por faz^&e-lo já o admiro, mas não, não boto o dedo na garganta pra vomitar água na esperança de ter algum conteúdo que se apresente ali. Meu texto não é como meu pau ou meu cérebro ou minha capacidade de agradar: ele nunca falhou. Esgotados os exemplares dos livros anteriores, estarei de fato livre. Pagas as contas que pendem nesse período entre trabalhos, estará meu tempo livre. Aí sim volto ao mundo que comecei a criar quando nem o sabia mundo. Jean-Claude Carrière e seus relatos sobre a co-criação com Buñuel foram uma importante inspiração para o meu inédito Mouhoun Nakinon Nakambé. Mais pontinhos para a produtora Laura Salimen que me deixou levar um livro do editor francês para um retiro na serra, em 2009.

Pra acalmar os ânimos, meus, esclreça-se, vou terminar de montar o compêndio ESQUEÇA TUDO. Contos, minicontos, divagações acerca de tudo ou muito pouco. Em suma, um livro alalouque: fotos mal enquadradas, diagramação punk, aquele tiro de estilingue de galho-e-borracha na cara da normatividade editorial.

Minhas principais influências pra esse trabalho que se inicia e completa amanhã são: o punk destemido d’Os Torto, a receptividade a minhas últimas empreitadas artísticas, o clima agradável de hoje e a minha notória excelência estilístico-literária interdisciplinarmente cambiável.

[um hermano pede que eu vigie seu material de venda exposto à rua enquanto usa o banheiro atrás de mim – que confiança! não tiro os olhos de sua mochila e banca no outro lado da rua até sua volta. me entristece saber que outros recusariam ao favor, mas o sorriso dele agradecendo ao voltar compenso, e sorrio enquanto escrevo]

rascunhocapa-punk copy

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