pra não pensar

Eu caminhava pelo jardim como um autômato, e da mesma forma me abaixava, cortava a grama à altura dos pés, cortava outra área de grama à altura daquela, levantava, dava outros passos, repetia o processo. E assim seguia pelas tarefas daquele dia indiferente a quem eu fosse porque de outra forma tudo se romperia, tudo seria interrompido pelo horror de pensar em quem sou, no que devo fazer, no que deveria ter feito.

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