tentativa de solução da problemática pessoal-social (abril/2004)

trancou-os ali. todos. todos os seus amigos, inimigos, ex-professores, guardas de trânsito, funcionários com quem lidara, transeuntes por que passara, enfim, todos. na mesma sala. era o primeiro passo, de uma série ainda não numerada, pois só havia planejado esse início. tendo-os todos ali, bastaria seguir adiante. não agüentava mais seu mundo, sua existência, e tudo que a compunha. memórias, coisas, pessoas, ficção, fatos, planos. tudo ali, finalmente trancado, numa pequena sala em algum canto da mente. ou ocupando a mente toda, como parecia-lhe depois de tudo completo. ali estava o tudo, se pode-se dizer assim. acendeu um cigarro. foi até a cozinha e serviu-se de uísque, enquanto pensaria no que fazer com eles. tomou o uísque. explodi-los, todos. sem mais problemas. liberá-los estava fora de questão. entrar ali? isso seria estúpido. estaria se pondo novamente em meio àquele tudo que tanto lhe perturbava. acendeu outro cigarro, escreveu um pouco. mais uísque. voltou para o quarto. sentou-se, bateu a cinza do cigarro. esqueceu-os.

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