sonhos anotados

“Tu tem um caderno de sonhos? Deve ser bem fino, tu nunca dorme!”

E foi no dia após essas não inverdadeiras palavras de A. Dullius que fui jogado com força para uma morada à beira de uma piscina natural, como um pequeno lago formado pela água do mar que chegava a um cercado de pedras, onde eu gostava de me atirar completamente nu, convidando pessoas que não estavam lá a fazerem o mesmo.

N’algum momento, eu recebia dois convidados. Estava calor e um deles se refrescava com um vinho tinto seco.

Sem qualquer transição, logo me encontrava sob o chuveiro da empresa para a qual trabalhava e, terminada minha ducha, ficava ali mesmo no box lendo um livro. Aparentemente era o lugar mais quieto na empresa para a leitura. Logo, vários colegas passavam ao lado do box, porque ao terminar o serviço ou irem para o intervalo era preciso passar por aquele banheiro para deixar o escritório.

De repente, ouvi uma risada: duas pessoas estavam ali comigo, cada qual com seu livro. Demorei pra entender que ela ria de nossa situação, apertados dentro de um box de banheiro para ler. Ri também e fazia esforço pra me concentrar na leitura, mas sempre voltava a rir em consequência daquela interrupção risonha da colega pouco antes.

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