o caso é

É de sorrir porque já não há lágrimas
e os músculos cômicos são os únicos
que não atrofiam nem rebentam-se

É desolação que vejo no senhor sentado à calçada
com sua fisionomia pensativa, quieto no entanto inquieto

É de negar o pão que sobra a um homem faminto
É de romper laços invés de tradições
É de olhar pra trás hesitante em saltar

É desespero no entrevero
de emoções
É demais pra um só suportar

Mas eu não estou cansado
só quase
Sempre tem uma mão pra te puxar
E na falta dessa, um galho no qual tu pode se agarrar.

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