escritor, a arte do eu pra vós

Ser escritor é ser solitário, sim, mas isso não é de longe a parte ruim da coisa toda. Os procesos de diagramação, edição e revisão de um livro são uma maravilha, e afora uma eventual necessidade de co-edição ou revisão, têm de ser feitas só. É quando acaba que dói. Aí é só orçamento. Só chatice. E a constante dúvida se vale a pena sequer mandar aqueles emails.

Mas bem, é domingo e estou divagando. Ficam as palavras do escritor e amigo que amei ver dormir e amei ver acordar:

“Porque escrever é um trabalho solitário, de busca interna de imaginação e memória. Eu gosto mesmo é de falar, histórias e poesia, por que falando há a garantia de ser escutado, de gerar efeito, e se pode tocar e usufruir do efeito produzido, enquanto hoje em dia escrever não é garantia alguma de ser lido, e mesmo assim, se houver leitores ou leitoras, estão demasiado longe de mim pra que eu aprecie o efeito da minha escrita. Nunca quis dinheiro, que vem e vai, quero é deixar rastros e marcas em corações e mentes, gerar paz e desconforto igualmente, estar pra sempre encravado em retinas que me vejam dormir ou acordar.”

Stéfano Deves (1992-2017)

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