greve não é coisa de vagabundo

Ontem mesmo vi alguém falando da greve como feita por “quem nunca trabalhou na vida”. Pasmei que o cara ignore quantas e quais são as classes participantes — todas, quiça? — porque alguém lhe deu um perfil do grevista e é esse, esse perfil genérico e fantasioso de alguém sentado de pernas pra cima o dia inteiro recebendo seu salário magicamente e agora faz greve porque acha que a mamata vai acabar. Pra ser honesto, nem sei da onde tiram essas idéias. Me parece que toda sua informação vem de uma roda de conversa ouvida na mesa ao lado em um café meio caro demais de shopping center onde velhos senhores (sem ofensa as pessoas velhas, os senhores desse constructo de cena são assim chamados por seus ideais retrógrados) conversam e opinam baseando-se em: 1) alguma mentalidade que lhes foi enraizada lá por mil novecentos e alemanha pré-nazista; 2) revista Veja ou qualquer semelhante.

Seguem trechos de um texto a respeito:

“Uma dos efeitos colaterais mais tristes das reformas trabalhistas e da previdência é a construção da imagem do “trabalhador”, especialmente do funcionário público, como “vagabundo” e “sanguessuga”. A maior parte das pessoas passa a vida toda trabalhando direito, inclusive depois da aposentadoria, ganhando um salário merreca, sendo mal atendido na vida tanto pela estrutura pública quanto pela iniciativa privada, pra ser considerado vagabundo e sanguessuga.

É muita sacanagem.

(…)

O mais curioso é que essas ideias de vagabundagem e sanguessugagem do trabalhador estão sendo propagadas de forma estratégica por pessoas e instituições que tem uma série de prerrogativas financeiras e políticas que lhes dão privilégios negados à maior parte da população brasileira.”

Gustavo Mini, nesse post aqui (texto completo — leiam)

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Uma resposta para greve não é coisa de vagabundo

  1. Murray Rothbard disse:

    Não há nenhuma maneira de medir a qualidade e o sucesso de um produto pelo qual os consumidores são forçados a pagar.

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