dos beijos às armas

a essa altura, já não pensava mais na existência do amor como em divisões entre pessoas, animais, seres abstratos ou o que fosse. via-o apenas como algo único, grandioso e em constante movimento. não poderia ser medido nem contido, mas talvez redirecionado. se meu amor a um ser específico era tão grandioso que sua não-retribuição punha-me em constante dor e negatividade íntima, trazendo-me diretamente a idéia de morte como única e definitiva fuga, talvez a força de tal sentimento tivesse melhor uso n’outra direção. assim, despedi-me dela por meio de explicativa e gentil carta e parti-me. o primeiro encontro com a milícia que formaria, na semana seguinte, marcou o início das transformações em meu coração.

Coiote Flores, em “Da Formação das Primeiras Milícias Pangeístas” (outubro/2005)

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